O Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social foi eleito para o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), na condição de suplente, após processo eleitoral que contou com 97 entidades votantes e definiu 18 para o próximo biênio, sendo 9 titulares e 9 suplentes. A representante do Intervozes no conselho será a associada Élida Miranda, jornalista, alagoana, mulher negra, lésbica, dirigente sindical e com trajetória nas lutas populares e no movimento estudantil.
O CNDH é um órgão colegiado que conta com a participação da sociedade civil. Dentre suas atribuições, está a de fiscalizar, monitorar e contribuir com políticas públicas de direitos humanos. Também cabe ao CNDH elaborar propostas legislativas, expedir recomendações ao poder público, instaurar procedimentos apuratórios e aplicar sanções a condutas que violem os direitos humanos.
Atualmente, o Intervozes já possuía uma cadeira no CNDH, representado pela comunicadora associada Jonaire Mendonça. De acordo com a coordenadora de Incidência Interescalar do Intervozes, Júlia Lanz, a recondução da organização ao Conselho é resultado de um esforço coletivo e reconhecimento de uma trajetória construída há mais de uma década junto ao CNDH. “É essa história de dedicação e de trabalho conjunto com o campo dos direitos humanos que nos manteve no Conselho, para dar continuidade a esse compromisso. E é assim que seguiremos atuando, em coletivo, junto com as demais entidades que participaram do processo eleitoral, e em interlocução com a sociedade e com as organizações que atuam em defesa dos direitos humanos”, destacou Júlia.
A participação do Intervozes no CNDH reforça a importância do direito à comunicação como transversal aos demais direitos. O coletivo reafirma que sem liberdade de expressão e sem pluralidade de vozes não há exercício pleno da democracia.